Olá!!!
Hoje iremos falar especificamente sobre MIDDLEWARE, talvez não todo o assunto que pode ser envolvido, mas o mínimo para que seja compreendido.
Afinal de contas, o que é o Middleware?
Falando bonito: O Middleware serve como elemento que aglutina e dá coerência a um conjunto de aplicações e ambientes.
Um Middleware, como o desenvolvido e mantido pela nossa empresa (Sentinella – Youlink!), tem que possuir no mínimo 3 motivações para seu uso:
- Encapsular as aplicações das interfaces de dispositivos:
O Middleware tende a ser cada vez melhor quando possui suporte de gerenciamento em mais de um tipo de leitor oriundo de diversos fabricantes. A idéia é sempre manter uma base de comunicação abstrata que possa tratar de diferentes tipos de interface e protocolos, porém resultando no mesmo tipo de resposta.
- Processar as informações brutas capturadas pelos leitores e sensores de modo que as aplicações vejam apenas resultados significativos e de alto-nível, diminuindo assim o volume de informação a ser processada:
Alguns tipos de leitores podem retornar resultados nulos, mesmo quando não encontrarem nada; desperdiçando o processamento do Sistema Usuário do Middleware. Pode-se também ser necessário verificar apenas se um produto saiu do campo de “captação” (visão) da Antena, no caso de Prateleiras Inteligentes quando um produto for retirado da mesma, por exemplo.
- Fornecer uma interface em nível de aplicação que tenha acesso e gerenciamento aos leitores:
Poderíamos utilizar-se de um WebService ou um Serviço de Socket de para resgatar informações do Middleware. A melhor forma proposta é basear-se na Arquitetura Orientada a Serviços, implementando uma interface fracamente acoplada e assíncrona, e que seguisse os padrões de serviços web.
Após implementar os 3 itens citados acima, podemos imaginar que já temos um sistema de Middleware funcional?
Sim, porém, apenas funcional. O necessário é tentar fazer com que a Solução RFID seja instalada de forma que funcione com o menor nível possível de intervenção humana (o que é o caso do código de barras). Sendo assim, o Middleware também deve integrar uma interface de gerenciamento e monitoração. Como sensores, balanças, esteiras, etc. Devemos saber quando algum material está passando, e disparar o respectivo Leitor para resgatar a informação da Etiqueta acoplada no material. Caso algo passe, mas não consiga ser lido, devemos tomar alguma atitude para evitar problemas, manter a segurança e evitar até mesmo fraudes.
Atualmente existe algumas especificações, que foram criadas pela EPCglobal, com o objetivo de criar uma interface padrão para clientes obterem dados EPC filtrados e consolidados de diversas fontes (leitores RFID e outros sensores).
Essa especificação é denominada ALE (Application Level Events). A especificação ALE permite que as aplicações descrevam quais informações são de seu interesse e como desejam recebê-las, sem se preocupar com a infra-estrutura física do RFID. A ALE também fornece dois mecanismos distintos para o processamento de eventos: filtragem e agrupamento, a primeira fornece capacidades para ajustar em padrões específicos nos dados de eventos; a segunda, fornece meios de agrupar dados coletados de diversas fontes e de múltiplos ciclos de eventos.
Maiores Informações:
www.youlink.com.br
www.rfidessentials.com (site do Livro – RFID Essentials – Glover & Bhatt – 2006)
www.epcglobalinc.org
Qualquer dúvida, sugestão, crítica e comentário, favor deixar um recado (com seu contato) na seção comentários. Todos os comentários são moderados.
Um Grande Abraço!

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