sexta-feira, 28 de março de 2008

Middleware

Olá!!!

Hoje iremos falar especificamente sobre MIDDLEWARE, talvez não todo o assunto que pode ser envolvido, mas o mínimo para que seja compreendido.

Como foi dito no artigo anterior, os LEITORES devem possuir uma ou mais antenas e também uma ou mais interfaces de comunicação, e todos eles devem possuir também um Middleware.

Afinal de contas, o que é o Middleware?

Falando bonito: O Middleware serve como elemento que aglutina e dá coerência a um conjunto de aplicações e ambientes.

Falando fácil: É um programa de computação que faz a mediação entre outros softwares. Utilizado para mover informações entre programas, ocultando as diferenças de protocolos de comunicação, plataformas e dependências do Sistema Operacional.

Em nosso contexto, Middleware é quem faz a “ponte” com os Leitores e os outros sistemas.

Indentificador --> Antena --> Leitor --> MIDDLEWARE --> Sistema

Um Middleware, como o desenvolvido e mantido pela nossa empresa (Sentinella – Youlink!), tem que possuir no mínimo 3 motivações para seu uso:

  • Encapsular as aplicações das interfaces de dispositivos:

O Middleware tende a ser cada vez melhor quando possui suporte de gerenciamento em mais de um tipo de leitor oriundo de diversos fabricantes. A idéia é sempre manter uma base de comunicação abstrata que possa tratar de diferentes tipos de interface e protocolos, porém resultando no mesmo tipo de resposta.


  • Processar as informações brutas capturadas pelos leitores e sensores de modo que as aplicações vejam apenas resultados significativos e de alto-nível, diminuindo assim o volume de informação a ser processada:

Alguns tipos de leitores podem retornar resultados nulos, mesmo quando não encontrarem nada; desperdiçando o processamento do Sistema Usuário do Middleware. Pode-se também ser necessário verificar apenas se um produto saiu do campo de “captação” (visão) da Antena, no caso de Prateleiras Inteligentes quando um produto for retirado da mesma, por exemplo.


  • Fornecer uma interface em nível de aplicação que tenha acesso e gerenciamento aos leitores:

Poderíamos utilizar-se de um WebService ou um Serviço de Socket de para resgatar informações do Middleware. A melhor forma proposta é basear-se na Arquitetura Orientada a Serviços, implementando uma interface fracamente acoplada e assíncrona, e que seguisse os padrões de serviços web.


Após implementar os 3 itens citados acima, podemos imaginar que já temos um sistema de Middleware funcional?

Sim, porém, apenas funcional. O necessário é tentar fazer com que a Solução RFID seja instalada de forma que funcione com o menor nível possível de intervenção humana (o que é o caso do código de barras). Sendo assim, o Middleware também deve integrar uma interface de gerenciamento e monitoração. Como sensores, balanças, esteiras, etc. Devemos saber quando algum material está passando, e disparar o respectivo Leitor para resgatar a informação da Etiqueta acoplada no material. Caso algo passe, mas não consiga ser lido, devemos tomar alguma atitude para evitar problemas, manter a segurança e evitar até mesmo fraudes.

Atualmente existe algumas especificações, que foram criadas pela EPCglobal, com o objetivo de criar uma interface padrão para clientes obterem dados EPC filtrados e consolidados de diversas fontes (leitores RFID e outros sensores).

Essa especificação é denominada ALE (Application Level Events). A especificação ALE permite que as aplicações descrevam quais informações são de seu interesse e como desejam recebê-las, sem se preocupar com a infra-estrutura física do RFID. A ALE também fornece dois mecanismos distintos para o processamento de eventos: filtragem e agrupamento, a primeira fornece capacidades para ajustar em padrões específicos nos dados de eventos; a segunda, fornece meios de agrupar dados coletados de diversas fontes e de múltiplos ciclos de eventos.

Atualmente os softwares de Middleware disponíveis no Mercado devem possuir sua estrutura baseada na ALE.

Maiores Informações:

www.youlink.com.br
www.rfidessentials.com (site do Livro – RFID Essentials – Glover & Bhatt – 2006)
www.epcglobalinc.org

Qualquer dúvida, sugestão, crítica e comentário, favor deixar um recado (com seu contato) na seção comentários. Todos os comentários são moderados.


Um Grande Abraço!

E até o próximo artigo!

quarta-feira, 26 de março de 2008

O que é RFID?

Pessoal!!!

Como estou sendo frequêntemente procurado para esclarecer dúvidas de várias pessoas, resolvi escrever um pouco sobre essa maravilhosa tecnologia, andei procurando e achando poucas coisas (principalmente em Pt-Br), talvez você não encontre as melhores respostas ou tudo o que precisa, mas espero que isso o ajude!
Qualquer dúvida ou comentário, possam enviar um email para mim: denilson.alexandre@gmail.com


Radio Frequency Identification (Identificação por Frequência de Rádio)


É um sistema baseado em dois itens principais:

IDENTIFICADOR: Dispositivo de identificação que queremos rastrear. Em resumo, a Etiqueta com o chip (também chamada de In Lay, Tag, Etiqueta Inteligente, Smart Tag e etc...);

LEITOR: Dispositivo que consegue reconhecer a presença dos identificadores RFID e ler as informações baseadas neles;

Talvez você já participou de alguma interação com o RFID sem saber. Como? Vai alguns exemplos:

  • Você já foi em algum prédio comercial, onde lhe entregam aquele cartãozinho (crachá) que vc apenas encosta para liberar a catraca e depois joga num buraco pra você poder sair?
  • Sabe aquele Bife que você comeu no almoço? Talvez o Bovino foi identificado com um Biochip através do Sistema Brasileiro SISBOV para rastreamento;
  • Você que mora nos estados de SP ou RJ, deve conhecer o sistema de pedágios (Sem Parar ou Via Fácil, respectivamente), no párabrisa do veículo tem um dispositivo com um Identificador RFID Ativo para acusar automaticamente o pagamento;
Apesar de ser um assunto "atual", a primeira patente registrada para um sistema de RFID foi em 1973.

IDENTIFICADORES

O Propósito de um Identificador RFID é: Anexar fisicamente dados sobre um objeto.

Podemos separar os identificadores em 2 tipos:

  • Ativos: Necessitam de bateria para enviar a informação ao Leitor;
  • Passivos: Possuem antenas que são energizadas através do envio de sinal dos Leitores e retornam o código armazenado em sua memória;
Atualmente o mercado está apontado o maior numero de utilização para as etiquetas passivas, uma vez que são extremamente mais baratas que as ativas.

Frequência Operacional:

É a frequência eletromagnética que o identificador usa para comunicar-se (ou obter energia) com o leitor. O espectro eletromagnético na extensão na qual o RFID geralmente opera pode ser dividido em:

  • LF (Freq. Baixa) - 30 a 300 kHz - Freq. em Uso*: Menor que 135 kHz
  • HF (Freq. Alta) - 3 a 30 MHz - Freq. em Uso*: 6,78 - 13,56 - 27,125 - 40,680 MHz
  • UHF (Freq. Ultra Alta) - 300 MHz a 3 GHz - Freq. em Uso*: 433,92 - 869 - 915 MHz
  • Microondas - Acima de 3 GHz - Freq. em Uso*: 2,45 - 5,8 - 24,125 Ghz
* Frequência em Uso: Frequências realmente disponiveis para utilização do RFID, padronizadas internacionalmente pelas indústrias.

Atualmente as Etiquetas UHF de 2a. Geração (GEN2) irão trabalhar nas faixas 860 MHz a 960 MHz para satisfazer os requisitos regulatórios de faixas UHF em diferentes partes do mundo.

Faixas X Distâncias:

  • LF: 50 centimetros;
  • HF: 3 metros;
  • UHF: 9 metros;
  • Microondas: > 10 Metros


LEITORES

Qualquer leitor RFID deve possuir uma ou mais antenas e possuir uma ou mais interfaces de comunicação (na maioria das vezes interfaces de rede) para algum dispositivo que possa processar esses dados.

Interfaces de Rede mais comuns utilizadas são: Serial RS232 ou RS485, Conector RJ45 10/100BaseT Ethernet. Alguns leitores possuem até interfaces Bluetooth ou Wireless. Todos os leitores devem possuir um microcontrolador ou microcomputador internamente para implementar os protocolos de comunicação e controlar os transmissores.

Os leitores podem ter diversas formas e tamanhos, podendo ser fixos (portais, túneis, prateleiras) ou móveis (pistolas, leitores para empilhadeiras).

Todos os Leitores de RFID necessitam de um Middleware (que estarei explicando em outro artigo). Por enquanto, entenda que é o Sistema de Software responsável pela tradução entre o leitor e o sistema usuário.

Estarei criando artigos focados em cada item de um Sistema RFID nos próximos dias.

Creio que uma leitura recomendada seja do Livro Fundamentos do RFID (Bill Glover & Himanshu Bhatt - O'Reilly - 2006).

Verifique nos links, alguns endereços que valem a pena visitar também.

Um Grande Abraço!